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Capital do Rio Grande do Norte, Natal celebra 421 anos de história



Publicado em sexta-feira, dezembro 25, 2020 · Comentar 

São mais de quatro séculos de história: Natal, a capital do Rio Grande do Norte foi fundada no dia 25 de dezembro de 1599. Nesta sexta-feira (25), a cidade comemora 421 anos testemunhando fatos importantes da história local e mundial.

Das lutas do índios e colonos durante as invasões holandesas à reação de militares na Intentona Comunista. Na capital espacial do Brasil, sua base aérea ajudou os Aliados e vencerem a Segunda Guerra Mundial.

Na terra onde viveram o folclorista Câmara Cascudo, o índio Felipe Camarão, o presidente Café Filho e tantos Josés, Marias, Pedros, os costumes de seu povo também marcam a sua história. “Hoje a história não feita apenas de fatos políticos. Porque o conjunto da população também é tão importante, porque as pessoas vivem e experimentam os fatos”, comenta a professora de História na UFRN, Carmen Alveal.

Vista do bairro Ponta Negra, em Natal — Foto: Rafael Barbosa/G1
Vista do bairro Ponta Negra, em Natal — Foto: Rafael Barbosa/G1

Na contemporaneidade, a cidade cresceu, ganhou ares de metrópole. São 890.480 moradores, segundo o IBGE, que somados aos vizinhos ultrapassam 1 milhão de pessoas na região metropolitana.

Em Natal, o sol brilha a maior parte do ano e só “descansa” nos períodos de chuva, geralmente entre março e julho. Suas praias de areias brancas são banhadas por águas mornas e verdes mares. Na capital do Rio Grande do Norte, as pessoas costumam dizer que respiram o ar mais puro das Américas.

Cidade do Sol, Noiva do Sol, Cidade das Dunas, Nova Amsterdã, cidade dos Santos Reis, Linda Baby. Ao longo de sua história, Natal recebeu muitos apelidos e até outros nomes oficiais. O que não muda ao longo desses 421 anos, é que ela continua acolhedora para quem chega e deixa saudade para quem vai.

Seu povo hospitaleiro recebe visitantes de braços abertos, dia e noite. A professora Neuza Lima nasceu em Sousa, na Paraíba. Viveu em Mossoró até a década de 1980, quando então se mudou para Natal.

“É uma cidade maravilhosa, eu amo Natal. Adotei como minha cidade do meu coração. É o povo, o acolhimento do povo, é o Natal, as belezas das praias. Tudo. São coisas maravilhosas que a gente não pode deixar de valorizar”, afirma.

Fortaleza dos Reis Magos  — Foto: Governo do RN/Divulgação
Fortaleza dos Reis Magos — Foto: Governo do RN/Divulgação

2020 de reflexão

A história de Natal é feita de pessoas, lugares e memórias. Em 2020, a capital viu suas rodovias largas, suas avenidas numeradas e com nomes de ex-presidentes ficarem fazias. A pandemia fez a cidade perder, por enquanto, uma de suas características mais marcantes: a de saber acolher com um abraço. Confinados em casas e vilas, em seus apartamentos no alto de prédios iluminados em família, os natalenses viram o mundo parar. O ano do isolamento foi ano da reflexão.

“Eu queria que esse Natal fosse realmente diferente, não tivesse muitas aglomerações, porque a gente está vendo ai muitas mortes, muitas pessoas desesperadas. Eu trabalho com o público e fico assustada”, diz a operadora de caixa Luzia Maria.

Ao comentar a atual pandemia, a professora de História Carmen Alveal lembra que exatamente um século atrás havia outra pandemia, de gripe espanhola. 100 anos depois, cabe uma reflexão: os natalenses conhecem seu passado?

“É muito importante a gente valorizar a história da cidade do Natal, porque é uma história riquíssima. Nós temos fontes documentais, sobretudo no Instituto Histórico e Geográfico do RN, que ainda é muito desconhecido da população. E uma população que não conhece sua história não a valoriza. Como historiadora, fico muito triste quando vejo muito natalense que não conhece a história de sua cidade, que sequer foi à Fortaleza dos Reis Magos”, diz.

Prédio do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte — Foto: Divulgação/Prefeitura de Natal
Prédio do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte — Foto: Divulgação/Prefeitura de Natal

Da redação/ Com G1 Rio Grande do Norte

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