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Gilson Machado é escolhido para assumir o Ministério do Turismo



Publicado em quarta-feira, dezembro 9, 2020 · Comentar 

Gilson Machado foi escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro para ser o novo ministro do Turismo no lugar de Marcelo Álvaro Antonio, demitido do cargo nesta quarta-feira (9).

Pelo Twitter, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente, confirmou a nomeação de Machado: “Desejo boa sorte a Gilson Machado, que vinha fazendo bom trabalho como Presidente da Embratur e agora se torna novo Ministro do Turismo. Que Deus o ilumine nessa nova jornada!”

Fiel amigo do presidente Jair Bolsonaro, o novo ministro do Turismo, Gilson Machado, é conhecido por acompanhar o presidente em viagens pelo Brasil e por ser figura constante nas “lives” presidenciais, em que costuma tocar sanfona. Ele substituirá Marcelo Álvaro Antonio para um período “tampão”. Uma nova mudança deve ocorrer a partir de fevereiro, quando uma reforma ministerial está prevista.

Leia também: Em carta, ministro do Turismo chama Ramos de ‘traíra’

Atual presidente da Embratur, Machado é aliado de Bolsonaro desde a campanha presidencial e participou da equipe de transição. Antes de ser nomeado presidente da agência de fomento ao turismo, atuava como secretário nacional de Ecoturismo e Cidadania Ambiental, do Ministério do Meio Ambiente, onde também exerceu o cargo de secretário de Florestas.

Marcelo Álvaro Antônio foi demitido do cargo de ministro

Marcelo Álvaro Antônio foi demitido do cargo de ministro
Reprodução/TV Brasil

No fim de junho, Machado, que é de Recife, ganhou destaque depois de tocar “Ave Maria” na sanfona durante uma transmissão ao vivo do presidente. A música foi uma homenagem às vítimas da covid-19. Naquele dia, 25 de junho, o País registrava mais 55 mil mortes pelo novo coronavírus. Ele chegou a dar aulas do instrumento ao presidente.

O novo ministro do Turismo também participou da criação do Aliança pelo Brasil, partido que o presidente e seus filhos tentam criar. Na noite de terça-feira, 8, ele esteve no lançamento do Instituto Conservador-Liberal do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente.

Demitido nesta quarta-feira (9), o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, é a 14ª baixa ministerial do governo do presidente Jair Bolsonaro em menos de dois anos. Relembre as demais exonerações nas próximas fotos
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil – 11.12.2020
Nomeado para o Ministério da Educação, o professor Carlos Decotelli entregou carta de demissão e passou a ser a terceira mudança de comando apenas na Educação
Geraldo Magela/Agência Senado – 26.02.2019
Antes de Decotelli, Abraham Weintraub deixou o Ministério da Educação após desgastes por conta de declarações polêmicas. A exoneração foi anunciada no dia 18 de junho
Joédson Alves/EFE – 1500
No dia 15 de maio, o então ministro da Saúde, Nelson Teich, pediu demissão após permanecer por menos de um mês no cargo. A saída foi a segunda na pasta em meio à pandemia do novo coronavírus e ocorreu por divergências entre Teich e Bolsonaro
REUTERS/Adriano Machado
Após não concordar com a exoneração do diretor-geral da Polícia Federal, o ex-juiz federal Sergio Moro foi deixou o Ministério da Justiça e Segurança Pública e se tornou a nona mudança no ministério montado pelo presidente Jair Bolsonaro
Joédson Alves/EFE – 24.04.2020
Com a demissão de Moro, o então advogado-geral da União, André Mendonça, aceitou o convite para assumir a Justiça, deixando a AGU (Advocacia-Geral da União) sob o comando do procurador-geral da Fazenda Nacional, José Levi Mello do Amaral Júnior
Ueslei Marcelino/Reuters – 09.12.2020
Dias antes de Moro deixar o governo, Luiz Henrique Mandetta foi demitido do Ministério da Saúde, em 16 de abril. após discordar da posição apresentada pelo presidente presidente Jair Bolsonaro a respeito do isolamento social no combate à pandemia do novo coronavírus
REUTERS/Ueslei Marcelino 15/04/2020
Em outubro do ano passado, o então ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, foi transferido para o Ministério da Cidadania, que era comandado por Osmar Terra (foto), que foi exonerado do cargo. Para a Casa Civil, foi nomeado o general Walter Souza Braga Netto
Cleia Viana/Câmara dos Deputados
O engenheiro Gustavo Canuto foi exonerado do comando do Ministério do Desenvolvimento Regional em fevereiro deste ano. Ele deu lugar ao secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho
DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO
Em junho de 2019, o general Carlos Alberto dos Santos Cruz deixou a Secretaria de Governo da Presidência da República e foi o primeiro militar a deixar um ministério no governo Bolsonaro.  
WERTHER SANTANA/ESTADÃO CONTEÚDO
O colombiano Ricardo Vélez Rodriguez se desgastou no cargo ao enviar às escolas um e-mail em que pedia que os estabelecimentos de ensino mandassem ao ministério vídeos de alunos cantando o Hino Nacional
Marcello Casal Jr/Agencia Brasil
A primeira troca de ministro ocorreu 48 dias após o início do governo, com a queda de um dos homens de confiança do presidente, o coordenador da campanha eleitoral de 2018, Gustavo Bebianno, que foi demitido após ter um desentendimento com o filho do presidente, o vereador Carlos Bolsonaro. Floriano Peixoto, que assumiu a vaga de Bebianno deixou o posto em junho de 2019Da redação/ Com R7

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