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Adélio Bispo diz que tentou matar Bolsonaro porque o presidente é um ‘impostor’



Publicado em sexta-feira, novembro 27, 2020 · Comentar 

Adélio Bispo de Oliveira, autor do atentado à faca contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na campanha presidencial de 2018, disse, em depoimento à Polícia Federal, que Bolsonaro é um “impostor”.

O depoimento, divulgado nesta sexta-feira (27), pode ser assistido acima.

Adélio afirmou que tinha motivações políticas e religiosas para matar Jair Bolsonaro, e que apenas “atendeu um chamado de Deus”.

“Ele é um impostor, meramente um impostor”, disse. Ele foi considerado inimputável pela Justiça devido aos problemas mentais diagnosticados.

“Quando ele (Deus) disse [para matar Bolsonaro], eu fiquei até surpreso. Na política, o que eu tinha interesse mesmo era o Michel Temer. Esse eu tinha interesse”, revelou.

Investigação

Após investigar o caso, a Polícia Federal concluiu que Adélio, preso em flagrante, agiu sozinho e tem problemas mentais . O ex-garçom foi diagnosticado como portador de  transtorno delirante.

Em função disso, em maio de 2019, ele foi considerado inimputável pela Justiça.

Desde então, está internado no presídio federal de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, onde ele diz sofrer retaliações por ter tentado matar Bolsonaro e onde prestou seus últimos depoimentos gravados em vídeo.

Depoimento

Adélio ainda diz que planejou o ato com pouca antecedência — três dias antes da visita de Bolsonaro à cidade de Juiz de Foram, em Minas Geras — e que tinha “ordem divina”. Ele conta que, no dia do ato, pensou em desistir quando Bolsonaro entrou em um prédio público. Segundo ele, até o roubo de uma arma de fogo de um policial militar no local para tentar matar o candidato com um tiro foi cogitado.

Segundo dois relatórios da Polícia Federal, Adélio agiu sozinho e não fazia parte de nenhum plano maior para tirar a vida de Bolsonaro — tese que Bolsonaro chegou a discordar mesmo em discurso nas Nações Unidas. O autor do atentado disse que não se arrepende do ato, e que estava pronto para morrer fuzilado após a facada. “Para minha surpresa, estou vivo. Com todos esses problemas, mas vivo.”

No depoimento, ele afirma que esteve próximo do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos) em um clube de tiro em Florianópolis tempos antes. Porém, não havia recebido “ordem divina” para atentar contra o filho do presidente. “Eu não tinha pensado. Quando ele [Deus] disse, eu fiquei até surpreso”, disse.

Em alguns momentos, ele fala sobre a teoria de que a Maçonaria é mantida com recursos do estado, e que mesmo um agente do FBI o visitou em Balneário Camboriú (SC), em 2016, quando ele ainda trabalhava como garçom.

Da redação/ Com Click PB

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