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Cobrança para Mini UPA de Mari funcionar esbarra na falta de liberação de recursos do Governo do Estado para ser concluída



Publicado em segunda-feira, maio 11, 2020 · Comentar 

Com a chegada da pandemia onde o sistema de saúde apresenta dificuldades para atender a demanda da população muitas são as cobranças de obras que estejam paradas ou serviço que seja deficitário.

Em Mari a polêmica envolvendo a obra da Mini Upa,  que já chegou a se chamar Mini Hospital, voltou a discussão por parte da população que cobra a conclusão da obra para atender as pessoas nesse momento de extrema necessidade.

A revista EXPRESSO foi o primeiro veículo de comunicação a cobrar a conclusão da obra, quando em fevereiro de 2015 estampou em sua capa a imagem do “Mini Hospital” com os seguintes dizeres: “Mari parou”. A reportagem fazia referência a uma série de obras inacabadas, todas paradas e sem andamento pela gestão do então prefeito Marcos Martins.

A empresária mariense Dioga Targino, preocupada com a situação epidêmica que assola o país usou seu perfil no Facebook para cobrar do poder público aquilo que foi prometido em 2014 pelo então governador Ricardo Coutinho e o prefeito à época Marcos Martins  durante entrevista a Rádio Araçá FM, um equipamento de saúde que iria substituir o Hospital Santa Cecília.

Dias depois daquela entrevista realizada em maio daquele ano (2014) teve início o convênio do Estado com a prefeitura para execução do mini hospital. Naquele ano fora pagos duas medições a empresa vencedora da licitação. A 1ª medição no valor de R$ 45.640,52 (Quarenta e cinco mil, seiscentos e quarenta reais e cinquenta e dois centavos), a 2ª medição no valor de R$ 82.010,02 (Oitenta e dois mil, dez reais e dois centavos), totalizando a quantia de R$ 127.650,54 (Cento e vinte e sete mil, seiscentos e cinquenta reais e cinquenta e quatro centavos) conforme atestam o empenho abaixo:

Passado as eleições do ano de 2014 para o governo do Estado, na qual Ricardo Coutinho foi reeleito, a obra foi paralisada e só retornando a sua execução em 2016 próximo da eleição municipal daquele ano. No mês de abril de 2016 foi paga 3ª medição no valor de R$ 82.935, 50 (Oitenta e dois mil, novecentos e trinta e cinco reais e cinquenta centavos) conforme empenho abaixo:

Depois desse pagamento a obra voltou a ser paralisada, antes mesmo do final do pleito eleitoral ocorrido em outubro daquele ano, até os dias atuais.

Procurada a atual administração afirma que foi deixado em caixa um saldo na conta no valor de cerca de R$ 49 mil o que não possibilitaria a conclusão da obra devido a grande quantidade de serviço a ser feito, ainda necessário para ser entregue. A gestão atual solicitou mais recursos para terminar a unidade de saúde.

Enquanto aguardava o envio de recursos do Governo do Estado, a prefeitura realizou o destrato com a empresa inicial que abandonou o serviço e foi feita uma nova licitação onde a empresa ganhadora, Gramare Construções, retomou os serviços com os recursos deixados na conta e pagou R$ 49.985,68 pelos serviços feitos, conforme empenho abaixo:

Segundo a prefeitura, o contrato para dar andamento a obra com a empresa Gramare Construções que ganhou através do Pregão Presencial n° 007/2018 contrato número 124/2018, foi assinado em setembro de 2018, prorrogado até junho de 2019, mas o restante dos recursos do Governo Estadual não chegou.

A edilidade lembrou ainda que em janeiro de 2020 o prefeito assinou o 5º termo de aditivo do convenio com o Estado aumentando o valor a ser investido na Mini Upa para mais de R$ 100 mil,  mas que até a presente data nada foi liberado.   (Veja aqui o teor do aditivo).

 

Questionada do porque da demora na liberação dos recursos, a Prefeitura limitou-se a dizer que acredita que forças ocultas podem está agindo nos bastidores do poder estadual para impossibilitar a liberação dos recursos, enquanto isso a população sofre no momento que mais precisa dos serviços de saúde.

Da Redação 
Do ExpressoPB

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