sexta, 03 de abril de 2020
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CONVERSA FRANCA/Por Aninha Ferreira: “Vale a pena? ”



Publicado em segunda-feira, março 16, 2020 · Comentar 

 

O que você tem feito com a sua vida? Como tem sido seus dias? Suas noites? A vida que tem levado está lhe levando para qual lugar? Tem trabalhado para melhorar ou está andando em círculos?

Vale a pena o desgaste, o excesso de trabalho, a dedicação, o compromisso, o zelo? Vale a pena o tempo dedicado, a ausência que presente não compensa, o estresse, o cansaço físico e mental? Vale a pena fazer o que se tem feito, o que se tem amado, o que se tem priorizado? Quem você tem colocado como rei da sua vida? Realmente vale a posição que ocupa? É isso que lhe faz feliz de verdade? Com quem e onde você tem passado a maior parte do seu tempo? Talvez a resposta para essas perguntas seja a solução de algumas dores. Muitas vezes passamos por algumas situações desagradáveis por razões ou pessoas que não valem a pena. Na realidade, andamos poupando a tantos, mas estamos com o saco cheio, pesado, repleto de obrigações e culpas que nos submetemos sem a menor necessidade. Até quando? Por quê?

Vale a pena trabalhar tanto? As muitas horas que você dedica ao lado profissional valem a ausência entre os seus? Vale a pena acumular riquezas no banco e não ter paz dentro de casa? Vale a pena insistir em um relacionamento fracassado ao invés de deixar ir e recomeçar de outro jeito? Vale a pena permanecer em um ambiente hostil, em uma profissão que não lhe realiza, entre pessoas que não lhe querem bem? Vale a pena discutir a cada minuto com quem já decidiu não concordar com você? Vale a pena dar mais uma chance para quem já desperdiçou cem? Vale a pena engolir sapos intermináveis por quem não engole uma mosca por você? Vale a pena fazer a sua parte e a parte do outro, e ainda assim não ser reconhecido? Vale a pena suportar essa cobrança toda e se entupir de antidepressivos? Vale a pena sorrir para o mundo e chorar no travesseiro? Vale a pena perder quem se ama por uma rotina que tem esmagado o tempo para estarem juntos? Vale a pena desperdiçar um fim de semana com a família para aumentar o currículo? Vale a pena dormir pouco e trabalhar muito? Vale a pena esperar por atitudes de pessoas que pouco se importam com seus apelos? Vale a pena sacrificar-se pelo coletivo quando alguns só pensam no próprio umbigo? Vale? Tem certeza que vale?

Se valer, continue a sua jornada, sem reclamações, porque para cada escolha haverá SEMPRE uma renúncia. Mas, se não valer, mude, liberte-se! Viva a maior parte do seu tempo do jeito que você gosta, com as pessoas que você quer e querem você por perto. Nada, em absoluto, deve valer a sua paz, a sua alma feliz, o seu emocional equilibrado! Pare por um momento e analise o que tem feito dos seus dias, das suas horas; como tem tratado a si mesmo e os que se importam e precisam de você. Viver vai muito além de cumprir prazos e metas. Se você não colocar limites em si mesmo, ninguém irá! O mundo suga a sua última energia e depois te joga num canto qualquer. E aí, quem te buscará em meio ao caos? Não permita ter uma vida dependente de remédios para ter o mínimo de sossego, uma noite tranquila, uma alimentação adequada, um sorriso nos lábios, um respirar aliviado – você merece mais.

Não respire a hipercobrança do mundo. Não caia nas armadilhas de quem só suga e nada de bom lhe oferece. Não se contente com restos de nada. Muita gente não gosta de você, gosta do que você faz e não tem a menor preocupação com seu estado. Aprenda a dizer que dói, aprenda a dizer “não” sem culpa, aprenda a priorizar-se porque ninguém fará isso no seu lugar. Enquanto os seus olhos estiverem batendo, colega, as cobranças da sociedade baterão à sua porta sem a menor cerimônia. Ou você aprenda a viver para si ou morrerá pelos outros. Se incomoda demais, saia. Agora. Se não pode sair, trabalhe ferozmente para encurtar esse período. O maior bem que temos na vida são as relações que construímos, portanto, não as desperdice. Encontre tempo para você e para tudo aquilo que lhe mantém de pé. Não há nada pior do que o remorso, do que a sensação de culpa ou de que poderia ter feito diferente. Poupe-se de lembranças infelizes. Seja feliz. Seja presente. Isso sim, sempre valerá a pena.

Da Redação 
Do ExpressoPB/Editoria REVISTA EXPRESSO

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