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ENTREVISTA/ Ex-vereador Jojó de Sapé diz que voltará a cena política, mas não acredita na união das oposições



Publicado em quarta-feira, fevereiro 26, 2020 · Comentar 

A Entrevista da edição de nº 58 da Revista EXPRESSO é com o ex vereador da cidade de Sapé, Zona da Mata da Paraíba, Francisco Neto, o popular Jojó. Nessa conversa com a EXPRESSO o ex parlamentar afirma que não desistiu da política e promete voltar este ano, mas revelou o que teria provocado sua derrota em 2016 apesar de ter feito um mandato bastante elogiado pela opinião pública.

Jojó também fala de sua relação com o ex-prefeito João da Utilar e defende união das oposições em Sapé, apesar de não acreditar que ela se una para derrotar o projeto situacionista.

 

Confira a entrevista na íntegra a seguir:

ENTREVISTA

JoJó de Sapé

“O interessante para as oposições seria a união em nome de uma única candidatura (Prefeito e vice), mais isso não vem acontecendo nas últimas eleições municipal e também acho que talvez não aconteça agora.”

 

Vereador entre 2013 e 2016 na cidade de Sapé, suplente de deputado estadual em 2014 com quase 5 mil votos, Francisco Neto, o popular Jojó, não desistiu da política e promete voltar com todo gás nas eleições deste ano. Em entrevista a EXPRESSO, Jojó revela detalhes de sua derrota em 2016, fala de sua relação com o ex-prefeito João da Utilar e defende união das oposições em Sapé.

RE –  Como foi a experiência de ter sido um parlamentar de oposição na Câmara Municipal de Sapé?

Jojo –  Na realidade não é ter sido Vereador de oposição ou da situação, na verdade fui Vereador que procurei cumprir com as obrigações que são atribuídas ao cargo, fiscalizar e cobrar do poder executivo, apresentar projetos e requerimentos em favor do nosso povo. Matérias vindas do poder executivo que eram em favor do povo, eu sempre votei a favor. Mais também quando se foi necessário, fiscalizei e denunciei o poder executivo. Enfim, tentei cumprir ao máximo, o papel que cabe ao Vereador.

RE – O seu estilo de atuação parlamentar foi bastante parecido com o de Garibaldi Alves. Como explicar que a história política de vocês é bastante parecida, pois nenhum conseguiu renovar o mandato?  

JojoFalando do amigo Garibaldi Pessoa, é um ex-parlamentar que o tenho admiração, tanto como político, quanto como pessoa. Na realidade a nossa atuação parlamentar se parece, porque ambos sempre procuramos ouvir e atender os anseios e as necessidades do nosso povo, levando os seus pleitos para serem debatidos e consequentemente atendidos por quem é de direito. Já na questão de não termos sido reeleitos, vou falar por mim: na vida as vezes tomamos decisões que podem nos ajudar ou atrapalhar, atrasar ou adiar um sonho (projeto), e assim aconteceu comigo. Logo após o pleito eleitoral de 2014, quando fui candidato a deputado estadual e obtive 4.227 votos, decidimos que íamos caminhar com o intuito de não mais ser candidato a Vereador nas eleições vindouras, e sim participar disputando um cargo ao poder Executivo Municipal, e assim caminhamos pelos dois anos finais do nosso mandato de vereador, mostrando a ideia aos aliados e amigos, que não mais seria candidato a vereador. Sendo assim, os amigos e aliados vão sendo procurados por outros futuros candidatos a vereador e de certa forma vão se alinhando com esses. Resumindo, a poucos dias do início das eleições de 2016, decidi mudar de ideia e me candidatar a reeleição de vereador, e como expus acima, acredito que a minha decisão lá atrás de não mais me candidatar ao cargo de vereador e depois em “cima” da eleição mudar de ideia, foi o principal fato de não ter obtido sucesso na eleição de 2016.

RE – Você era bastante ligado ao ex-prefeito João, a eleição 2016 afastou vocês e atualmente você milita em um outro grupo político. O que houve entre vocês para esse afastamento e se é possível uma reaproximação?  

Jojo Olha, quero fazer um pequeno relato: em diversas eleições anteriores a que João foi eleito Prefeito de Sapé, eu e minha família sempre acompanhamos e votamos nos candidatos do agrupamento político de João, inclusive em 2008 fui com ele candidato a Vereador (não eleito) e ele eleito Prefeito de Sapé. Logo em seguida como todos sabem, fui gestor do Programa Bolsa Família de Sapé no governo de João (2009 a 2012). Já em 2012, fui candidato a Vereador (eleito), justamente na eleição em que João não foi candidato. Em relação ao afastamento que você se refere, na realidade houve um certo distanciamento, creio eu que não em 2016 como você disse, mais já nas eleições de 2014, que, quando eu atendendo o apelo do povo da nossa cidade e região, fui candidato a deputado estadual e que infelizmente não obtive o apoio de alguns líderes políticos da nossa terra. Inclusive nessa eleição, João, democraticamente votou em outro candidato, creio eu que a partir daí, houve um certo distanciamento de ambas as partes.  Já na eleição de 2016, como já disse anteriormente, tínhamos um projeto em concorrer a um cargo do Poder Executivo Municipal e João também, creio eu, que esse foi um dos principais motivos de não termos caminhado juntos naquela eleição. A respeito de uma reaproximação com João, ao longo desse tempo aprendi uma coisa na Política, que não podemos “fechar portas para ninguém”, principalmente para quem deseje sempre o melhor do nosso povo, sendo assim, estarei de “portas abertas” para todos que queiram e desejem dias melhores para a nossa cidade.

RE – A preço de hoje a eleição em Sapé poderá ter, pelo menos, quatro candidaturas: uma da situação e as outras na oposição. Como você vê esse cenário?

JojoCaso se confirme esse cenário ao qual você elenca, sem sombras de dúvidas favorece um pouco o candidato da situação. O interessante para as oposições seria a união em nome de uma única candidatura (Prefeito e vice), mais isso não vem acontecendo nas últimas eleições municipal e também acho que talvez não aconteça agora. Vale lembrar que todos tem o direito e a legitimidade de lançarem seus nomes e de serem candidatos, isso faz parte da democracia.

RE – Sobre o seu futuro político, o que você planeja: voltará a disputar uma vaga na câmara de Sapé?

Jojo –  Acredito eu, que na política ninguém deve ser candidato de si próprio, eu jamais poderia ser candidato apenas por eu querer. Tenho ouvido o chamamento de amigos, correligionários, aliados e principalmente de uma boa parte da população, que me pedem para que eu seja novamente candidato a Vereador, para que eu possa voltar a os representar na Casa de Augusto dos Anjos. Sendo assim eu vos digo, o nosso projeto político para esse ano é sim em poder concorrer mais uma vez ao cargo de Vereador. 

Da Redação 
Do ExpressoPB/Editoria REVISTA EXPRESSO

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