terça, 18 de fevereiro de 2020
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Comando Vermelho toma Manaus em meio a onda de assassinatos



Publicado em quinta-feira, fevereiro 13, 2020 · Comentar 

“Vermelhou, mano.” A mensagem de áudio difundida a partir do maior presídio de Manaus e um foguetório ouvido em quase toda a cidade na segunda-feira (10) anunciaram a sangrenta tomada da capital do Amazonas pela facção carioca Comando Vermelho (CV).

“Vermelhou, mano.” A mensagem de áudio difundida a partir do maior presídio de Manaus e um foguetório ouvido em quase toda a cidade na segunda-feira (10) anunciaram a sangrenta tomada da capital do Amazonas pela facção carioca Comando Vermelho (CV).

Houve ao menos um caso de bala perdida envolvendo criança. Em 9 de janeiro, o garoto Renan Souza da Gama, 10, brincava de tarde na frente de casa quando foi morto durante suposta troca de tiros entre traficantes.

No bairro Riacho Doce, pichação em uma esquina alerta os moradores: “Abaixe o vidro por sua segurança. Assinado: crime FDN-AM”.

A violência respingou para outras partes do estado. Na segunda-feira, uma chacina matou quatro homens em Presidente Figueiredo, 130 km ao norte de Manaus.

Em Careiro Castanho, 124 km a sul da capital, um vídeo recente mostra uma inscrição CV recém-pichada enquanto foguetes anunciam a tomada. “Vermelhou, vermelhou. Chama a polícia não que vai ser pior”, diz o autor do vídeo.

Em 29 de outubro, a PM interveio em uma invasão da FDN em território do CV, no bairro Crespo, em Manaus. Com 17 mortos, foi a ação policial mais violenta de 2019 no Brasil. Entre as vítimas está um adolescente de 14 anos, morador da região e sem passagem pela polícia. Uma testemunha ouvida pela Folha relatou ter presenciado uma execução.

Além de centro consumidor, Manaus é estratégica para o narcotráfico devido à rota do rio Solimões, via de entrada da cocaína peruana produzida na região fronteiriça e que abastece principalmente o Norte e o Nordeste do Brasil.

Em 2017, a FDN protagonizou no Ano-Novo o segundo maior massacre em presídios da história do país, em ação contra o Primeiro Comando da Capital (PCC), de origem paulista. Em seguida, a facção fundada em Manaus se dividiu, abrindo caminho para a ascensão do CV no estado.

Da Redação 
Com Folhapress

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