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Opinião: “A nova ordem: prende, delata, solta”



Publicado em sábado, dezembro 14, 2019 · Comentar 

Não é difícil enxergar que no Brasil de agora a prisão se transformou em um instrumento de ‘tortura’ legalizada para fazer com que o indivíduo confesse crimes, que talvez nem tenha cometido, mas que a confissão de eventuais delitos lhe restabelece a liberdade, não só isso, lhe deixe livre para seguir a vida em detrimento de outros que sejam entregues por este.

Se analisado os fatos recentes, no que se refere a Operação Lava Jato, podemos atestar que as delações premiadas se tornaram no maior instrumento de impunidade, nunca dantes visto na história da justiça brasileira. Parece algo planejado: o MP escolhe quem vai ser pego e prepara operações e mais operações, prende alguns próximos do alvo, exige a delação, entrega-se o alvo [muitas vezes sem provas e com muitas convicções], solta-se os presos delatores (estes voltam a viver a vida na sua mais perfeita tranquilidade) e em seguida prende-se e condena-se a quem de fato procurava-se incriminar.  Mas essa não é uma exclusividade da Lava Jato, pelo país afora a prática tem sido essa.

Na Paraíba, por exemplo, a Calvário tem adotado o mesmo “modus-operandi’  da operação curitibana, de forma que impressiona as semelhanças.

Pelo que deixa-se transparecer na imprensa estadual, o alvo já se tem: o ex-governador Ricardo Coutinho; o resto é apenas um percurso protocolar para se chega a ele.

A situação é tão escancarada que setores da imprensa, inimigas de Coutinho, sabem de detalhes das investigações que deveriam ser ‘sigilosas’ e tem acertado todos os palpites que antecipam sobre a operação.

Com tudo sendo feito sem pudor, as claras,  a justiça brasileira começa a cair na descrença da opinião pública. No caso da Lava Jato pode-se lembrar dos áudios vazados dos procuradores que em conluio com o juiz Moro miraram Lula de forma sistemática, com tudo milimetricamente planejado, envolvendo MP, judiciário e mídia, conseguindo prendê-lo antes das eleições de 2018, abrindo a possibilidade de vitória do atual presidente para que este pudesse premiar o juiz que condenou Lula com  o cargo de ministro de seu governo.

Na Paraíba não se tem um escândalo nessa proporção, mas a própria imprensa trata de tornar público a sua íntima relação com setores do judiciário para enjaular Ricardo antes da eleição do ano que vem. Se não for esse o objetivo, mas tudo leva a crer que sim.

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Marcos Sales
Contato com a coluna: @Salles_Marcos
Email: marcosexpresso@live.com

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