terça, 25 de setembro de 2018
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PF apreende joias e US$ 1,4 milhões em comitiva de vice-presidente da Guiné Equatorial



Publicado em domingo, setembro 16, 2018 · Comentar 

Junto a Receita Federal, agentes da Polícia Federal fizeram apreensão de US$ 1,4 milhão e R$ 55 mil em dinheiro e cerca de 20 relógios avaliados em US$ 15 milhões no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP). A quantia foi encontrada em uma abordagem aos membros de uma delegação da Guiné Equatorial, que chegou ao Brasil nesta sexta-feira (14).

Nessa comitiva estava o vice-presidente do país, Teodoro Nguema Obiang. Ele também é filho do ditador da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang Nguema Mbasogo.

A abordagem ocorreu no aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), após desembarque da aeronave B777-200LR, que tinha a bordo 10 pessoas. O vice-presidente Obiang foi recepcionado e, graças ao seu cargo, não passou por inspeção. Entretanto, sua equipe e o restante da comitiva precisou passar por averiguação da Receita Federal.

De acordo com o depoimento de um dos agentes participantes da operação, a quantia em dinheiro encontrada e os relógios estavam em duas malas. Jóias também teriam sido encontradas com os passageiros. Ao todo, a delegação trouxe 19 malas ao Brasil, além de bagagem diplomática, mas nem a PF e nem a Receita divulgou o conteúdo além do que foi informado.

O secretário da Embaixada da Guiné Equatorial prestou depoimento à Polícia Federal e explicou que o filho de Mbasogo veio ao Brasil para realizar um tratamento médico. A quantia de US$ 1,4 milhão encontrada escondida nas malas seria utilizada em missão oficial posterior nos domínios de Singapura, segundo ele. Os relógios seriam de uso pessoal de Teodoro Obiang Mang.

Conforme informações da Polícia Federal, o voo não era uma missão diplomática oficial. Em casos nos quais as viagens têm como status “missão oficial”, as malas diplomáticas não podem ser fiscalizadas no destino. No entando, a aeronave em questão trazia malas que não foram categorizadas como “diplomáticas” e precisaram passar por procedimento comum de revista.

A Receita Federal preferiu não comentar o caso. A Polícia Federal afirmou que o caso está sob sigilo diplomático. Já o Itamaraty informa que “se manteve em coordenação permanente com a Receita Federal e a Polícia Federal no acompanhamento do caso, inclusive quanto à adoção das medidas cabíveis”.

Da Redação
Com RedeTV.

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