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Terapia Ocupacional e saúde do idoso



Publicado em sábado, junho 30, 2018 · Comentar 

A Terapia Ocupacional enquanto formadora de profissionais que buscam promover ao máximo a Independência e Autonomia do indivíduo, demonstra-se como essencial no processo de envelhecimento humano. Ainda durante a graduação de Terapia Ocupacional (UFPB), estuda-se o processo de Envelhecimento Humano, focando-se em um envelhecimento saudável, de modo a identificar possíveis disfunções patológicas ou do próprio processo e minimizar as dificuldades adquiridas ao longo do tempo, posteriormente profissionais que queiram podem aprofundar-se nessa área. A Terapia Ocupacional possui a Resolução do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional- COFFITO Nº 477 de 20 de Dezembro de 2016, que reconhece e disciplina a Especialidade Profissional Terapia Ocupacional em Gerontologia, assim diversos Terapeutas Ocupacionais possuem conhecimento específico para lidar com esse público.

Fonte:  https://images.google.com

A Terapia Ocupacional tem em sua essência o foco nas ocupações humanas, trazendo o engajamento em atividades significativas como primordial e principal meio de intervenção para prevenir e/ou tratar disfunções sensoriais, cognitivas, físicas e/ou psicossociais que de alguma forma estejam interferindo negativamente na independência e na qualidade de vida do indivíduo.

Por sua vez o envelhecimento é um processo natural do curso da vida, que engloba diversos fatores sociais, físicos, mentais, que tendem a ser modificados ao longo do tempo. No que tange a falar de social, aspectos como: as amizades, os ciclos de convívio, os locais frequentados, podem sofrer alteração chegando a impactar no aspecto psíquico e emocional, levando muitas vezes a depressão.

Já no que se refere a parte física: a fraqueza muscular, a fragilidade óssea, a dificuldade coordenação motora global (para atividades que envolvem movimento com o corpo) e da coordenação motora fina ( para atividades manuais como: costurar, escrever, barbear, escolher feijão, cortar legumes, comer, dentre outras), tendem a surgir com ou sem patologia associada.

No que diz respeito à parte cognitiva: irritabilidade, diminuição da atenção, esquecimento, confusões mentais, lentidão no processamento de algumas informações de forma sutil são comuns.

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Todos esses aspectos sociais, físicos e cognitivos devem ser observados, pois de forma mais persistentes poderão indicar alguma patologia, todavia não é necessário que se tenha alguma patologia diagnosticada para fazer acompanhamento com o profissional Terapeuta Ocupacional, já que este irá atuar para simplificar, ou seja, facilitar todo o processo que está interferindo negativamente no desempenho ocupacional do indivíduo e consequentemente na sua qualidade de vida.

O Terapeuta Ocupacional irá realizar uma anamnese (primeiro atendimento) com o paciente, onde o mesmo irá colocar tudo aquilo que gosta e consegue fazer, e também o que gosta e por algum motivo encontra dificuldade em realizar ou que já não realiza mais e ainda colher informações sobre o histórico de vida em todos os aspectos que o mesmo sinta-se confortável em falar. De modo geral, identificar através de protocolos de avaliação padronizados ou não, quais são as potencialidades, quais os déficits e o que de fato tem significado na vida deste, e a partir disto traçar um plano de intervenção com o mesmo.

Vale salientar que o Terapeuta Ocupacional não diagnostica nenhum individuo, contudo por não necessitar de um diagnóstico para intervir, pode ser contratado a qualquer momento.

È comum encontrar-se Terapeutas Ocupacionais em Clínicas de Reabilitação, Centros Dia, Instituições de Longa Permanência e o mais recorrente são em Atendimentos Domiciliares, às vezes pela dificuldade de mobilidade do paciente, pela falta de animo e disposição ou até mesmo por ser um familiar ou amigo o responsável por buscar o acompanhamento.

A depender da demanda do paciente se é física, cognitiva e/ ou social como citado anteriormente, o profissional irá intervir com atividades que podem ser desde uma caminhada, um jogo de baralho, dominó, trabalhos com pintura, artesanato, jardinagem, dentre outros. São inúmeras as possibilidades de intervenção através das atividades e do aumento da qualidade de vida.

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Para muitos um jogo de dominó pode ser apenas um jogo, mas para um Terapeuta Ocupacional ao fazer a análise daquela atividade ela poderá ter várias finalidades, desde trazer lembranças e significados, trabalhar movimentos de flexão e extensão de articulações, coordenação motora fina, até estimular a cognição através da identificação de números, cores, a atenção, concentração, ter que planejar a jogada, ansiar por vencer, dentre outros aspectos. Pode ser um momento de rir, descontrair, fugir de algum problema, da zona de conforto, relaxar, enfim, são diversas as finalidades de um único jogo.

E o que falar de uma caminhada, uma simples caminhada pode significar muito mais, pode ser mexer o corpo, ativar a circulação, trabalhar as articulações, mas pode ser também momento pra contar sobre a vida, sobre a família, ou ainda rever pessoas pelo caminho que a muito não se tinha contato, relembrar histórias de ruas e prédios históricos, tudo vai depender do objetivo profissional junto com paciente.

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Em Junho, mas precisamente no dia 15, marca-se o Dia Mundial de Conscientização da violência contra a pessoa idosa. Esse dia, ainda pouco difundido é dedicado desde 2006, a trabalhar a consciência humana e a denunciar sobre os diversos tipos de violência, que não dizem respeito exclusivamente a agressão física, mas aos maus tratos, com agressões verbais, negligência de direitos de prioridade, direitos de saúde, social e educação. Este público necessita de acesso com dignidade aos serviços públicos e por isso deve ter acesso a profissionais qualificados.

A população idosa precisa de profissionais qualificados para acompanhar o processo de envelhecimento humano e dentre estes profissionais destaca-se o Terapeuta Ocupacional, que pode e deve estar ao alcance da população da menos a mais carente e que tem como objetivo não só reabilitar, ou tratar, mas acima de tudo prevenir doenças, ou avanço destas e promover qualidade de vida, de modo mais independente e autônomo possível.

Drª Raniéli Souza,
Terapeuta Ocupacional CREFITO 177891-T.O
Pós- Graduanda Em Transtornos do Desenvolvimento e do Espectro Autista
Membro da Diretoria da Associação de Terapeutas Ocupacionais da Paraíba

 

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Fonte:  https://dppa.jusbrasil.com.br/noticias/1328618/15-de-junho-dia-mundial-de-conscientizacao-da-violencia-contra-a-pessoa-idosa

http://portalms.saude.gov.br/saude-para-voce/saude-da-pessoa-idosa/caderneta-da-saude-da-pessoa-idosa

http://www.profala.com/artto9.htm

https://www.portaldoenvelhecimento.com.br/terapia-ocupacional-e-o-processo-de-envelhecimento/

http://www.crefito10.org.br/conteudo.jsp?idc=2172

CONSELHO FEDERAL DE FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONAL. RESOLUÇÃO COFFITO Nº 477 de 20 de dezembro de 2016. Disponível em:<https://www.coffito.gov.br/nsite/?p=6306>

 

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