quinta, 15 de novembro de 2018
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Um mês inteiro para Ela!



Publicado em sexta-feira, maio 4, 2018 · Comentar 

Poderíamos até usar o jargão que as multidões gritam para seus ídolos: “Ela merece! Ela merece! Ela merece!”  E, no entanto, não podemos nem devemos fazer isto, Maria não aceita, Ela não é ídolo! É simplesmente Mulher e Mãe, serva, humilde do Senhor (Lc 1, 46), síntese de um povo – Povo Santo de Deus; simboliza o Resto que guardou em si a esperança da salvação (2Rs 19, 4; Is 10, 22; 28, 5) que como Abraão “esperou contra toda humana esperança” (Rm 4,18), alguém que a pesar de ver no mundo tanta ruindade, permaneceu fiel e leal a seu Deus, Deus falava e ela ouvia e aguardava sua manifestação como quem diz: mais dia menos dia alguma coisa boa acontecerá.

Maria não é egoísta, não tem ranço de Narciso em si: ela quer ser o que realmente é: “filha de Sião”(Zc 9,9), modelo para a Igreja “reconciliada e pacificada no amor”, Maria põe em prática o que diz o salmo: … como os olhos dos escravos estão fitos nas mãos do seu Senhor, como os olhas das escravas estão fitos nas mãos de sua senhora, assim nossos estão fitos no Senhor, até que tenha piedade de seu povo”(123, 2), e intercede pelo Povo do qual Ela mesma é parte.

Não é por acaso, ou por fingida humildade que ela canta a beleza de do Onipotente em sua alma! Ela canta para engrandecer o Deus que engrandece os pequenos; ela sabe por antecipação que “quem quiser ser o primeiro, deve ser o servo de todos” (Mc 9, 35), que quem não se fizer como criança, não entrará no Reino (Mt 18, 13); Maria antecipa o Louvor de Jesus ao Pai: “Eu te louvo, ó Pai por que revelaste as coisas do Reino aos pequeninos” (Mt 11, 25).

Cantar glórias de Maria, é exaltar ao Deus dos pequenos; as glórias de Maria se encerram dentro da Glória daquele que o único mediador Jesus Cristo (LG 61), autor e consumador da nossa fé (Hb 12, 2). As glórias de Maria, só enaltecem a Glória superabundante da Mediação do seu Filho, Redentor do mundo (LG 60).

Maio coloca em relevo a participação-colaboração  de Maria com Jesus,  no que diz respeito à nossa salvação, pois “concebendo seu Filho, dando-o à luz, alimentando-o, apresentando-o ao Pai no templo e participando de seus sofrimentos até a morte na cruz, cooperou de maneira toda especial com a obra do Salvador, pela obediência, pela fé e pela caridade ardente, para a restauração da vida sobrenatural das almas. Por isso é nossa mãe na ordem da graça.” (LG 61)

No mês de Maria, como sugere o Diretório Sobre Piedade Popular e Liturgia (pg. 164), há um grande convite: admirar com e como Maria, Cristo Ressuscitado, o Servo Sofredor que não morre mais, glorificado e elevado acima de toda criatura ante os anjos maravilhados, e nos envia para testemunhá-lo (Fl 2, 9; Atos 1, 9; Pref. Da Ascensão do Senhor I); admirar com e como Maria a Igreja que nasce,  abandona o medo, sai e cresce no Pentecostes (Atos 2).

Um mês para Maria, um mês para Deus, um mês todo nosso!

Maria,

Escolhida de Deus,

Predileta entre as mulheres do mundo.

Olhando para Ti como não ser grato?

Grato a Deus e a Ti;

A Deus, pois ao escolher-Te realizou a salvação do mundo,

A Ti por teres aceitado fazer parte, humilde, do Projeto.

Pe. Elias Sales de Souza
Diocese de Guarabira
Mestrando em Direito Canônico,
Instituto Superior de Direito Canônico do Rio de Janeiro.

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