sábado, 23 de junho de 2018
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Novos ataques deixam pelo menos 21 mortos em Ghouta Oriental



Publicado em sábado, fevereiro 24, 2018 · Comentar 

Pelo menos 21 pessoas morreram neste sábado (24) em novos ataques aéreos e com mísseis tipo terra-terra contra o reduto opositor de Ghouta Oriental, nos arredores de Damasco, palco de uma escalada da violência desde o último domingo (18), informou a organização não governamental (ONG) Observatório Sírio de Direitos Humanos.

Das vítimas registradas nas últimas horas, 12 morreram na cidade de Duma, a principal de Ghouta Oriental, e quatro na cidade da Al Shifunia.

Também foram alvo de bombardeios de aviões de guerra – que não foram identificados pela ONG – as localidades de Harasta, Zamalka e Beit Saua, e anteriormente as de Otaya, Al Mashabiya, Hush al Dauahra e Kafr Batna.

Desde a primeira hora do dia, Ghouta Oriental foi alvo de ataques aéreos e de helicópteros militares que lançaram explosivos, além dos disparos de artilharia e de mísseis de tipo terra-terra, por isso foram causados grandes danos materiais na área, afirmou o Observatório.

Os intensos ataques que prosseguiram durante a noite dessa sexta-feira até a manhã deste sábado sobre Saqba e Hamuriya provocaram incêndios devido ao uso de projéteis com material inflamável, acrescentou a ONG.

Com as últimas vítimas, sobe para 492 o número de civis mortos, entre eles 116 menores de idade e 64 mulheres desde o último domingo em Ghouta Oriental, de acordo com a apuração do Observatório.

Além disso, há 2.406 feridos, centenas deles em estado grave, e dezenas de desaparecidos sob os escombros.

O Observatório informou que hoje voltaram a ocorrer ataques com foguetes no centro e na periferia de Damasco, onde ontem morreram duas pessoas.

A região de Ghouta Oriental foi alvo, na última semana, de uma escalada da violência por parte das forças governamentais, apoiadas pela aviação russa, aliada de Damasco.

O Conselho de Segurança da ONU deve votar neste sábado uma resolução para solicitar uma trégua na Síria, após as diferenças entre a Rússia, aliada de Damasco, e os demais membros impedirem um acordo, apesar da crescente pressão internacional para agir diante da situação em Ghouta Oriental e outras regiões do território sírio.

Agência Brasil 

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