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PF investiga origem de R$ 700 mil achados em mala em ônibus na Bahia



Publicado em terça-feira, setembro 26, 2017 · Comentar 

A Polícia Federal (PF) abriu um inquérito para investigar a origem dos R$ 700 mil, em espécie, que foram apreendidos em uma mala dentro de um ônibus interestadual no domingo, em Vitória da Conquista, interior da Bahia. A quantia estava com o empresário Flávio Fortunato Pereira de Almeida, que embarcou em São Paulo e ia para o Recife, sua cidade natal.

A apreensão foi feita pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), que fazia uma blitz na Rodovia BR-116. A mala com o dinheiro estava dentro de uma outra caixa maior. Quando foi questionado pelos agentes sobre o montante, Almeida afirmou que estava levando R$ 350 mil, obtidos, segundo ele, com a venda de um ponto de táxi na capital paulista. A contagem, no entanto, revelou que o valor correspondia ao dobro do que ele havia relatado. Almeida não explicou aos policiais por que deu a informação errada sobre a quantidade de dinheiro na mala.

— Por causa dessa divergência (de valores), o interrogamos e depois o levamos para ser ouvido pela Polícia Federal — explicou, por telefone, o inspetor Ramalho Júnior, chefe da delegacia da PRF em Vitória da Conquista.

DEPOIMENTO VAGO

Segundo o inspetor, o empresário contou que havia saído de Recife para Brasília, com o objetivo de participar de uma audiência pública sobre o Uber. De lá, foi para São Paulo, onde teria feito a transação que originou os R$ 700 mil. A partir da capital paulista, pegou o ônibus que seguiria para Natal, no Rio Grande do Norte — Almeida disse que desceria no Recife.

Ele prestou depoimento à PF e, segundo o delegado Jorge Gobira, que está à frente da investigação, foi vago ao tratar do assunto.

— As explicações dele foram muito evasivas e não convenceram ninguém. A origem desse dinheiro é uma verdadeira incógnita — afirmou Gobira.

O delegado explicou que o empresário não ficou preso porque o ato, em si, de transportar uma alta quantia de dinheiro não configura crime, portanto não há flagrante. Almeida precisará, no entanto, comprovar a origem dos recursos ao longo da investigação e poderá sofrer implicações legais caso isso não aconteça.

Uma pesquisa na Junta Comercial do Recife e na Receita Federal mostra que Almeida é sócio de duas empresas: a FFP Transportes e Coopernovotaxi, esta uma cooperativa responsável por um aplicativo de transporte de passageiros. No mês passado, de acordo com o Diário Oficial do município, a Coopernovotaxi foi habilitada pela Companhia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU) para oferecer o serviço na cidade. A necessidade de autorização foi determinada por uma lei municipal de 2015. O empresário não foi localizado para comentar.

Da Redação 
Com Agência O Globo

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