Criança de 6 anos engole peça de fidget spinner em João Pessoa


No último dia 07 de agosto , por volta das 21h, a auxiliar de coordenação Mariza Elias, 35 anos, tomou um susto de que nunca vai se esquecer. Ela estava no quarto, enquanto a filha, Letícia, 6 anos, brincava com um fidget spinner, aquele objeto giratório que virou febre entre crianças e adolescentes, na sala. De repente, a menina correu em direção à mãe engasgada, repetindo que tinha engolido parte do brinquedo, uma peça metálica de formato cilíndrico que ficava em uma das extremidades.

Ela me contou que tentou uma manobra utilizando a boca porque viu os amiguinhos da escola fazendo…”, explica Mariza. “As três peças soltaram e entraram na boca dela. Ela conseguiu cuspir duas, mas acabou engolindo a terceira”. Assustada, a mãe ligou para o serviço de emergência de João Pessoa (PB), cidade onde vive, e informou que a menina havia engolido uma peça metálica, parecida com um ímã, e de diâmetro um pouco menor que o de moeda de 50 centavos.

Assim que elas chegaram no hospital, os médicos constataram que a peça estava no estômago da menina e recomendaram que ela ficasse uma semana sem ir para a escola e fizesse uma dieta laxativa para facilitar a eliminação do objeto pelas fezes. Caso isso não aconteça, Letícia pode precisar passar por uma cirurgia para a remoção.

Marisa decidiu compartilhar sua história e fazer um alerta público para que outras mães e crianças não passem pela mesma situação. “Já tinha avisado à Letícia sobre o perigo do hand spinner prensar o dedo, mas nunca pensei que ela o colocaria na boca”, afirma. “Nunca gostei dos spinners, mas Letícia chorou muito pedindo por um e acabamos cedendo. Não façam o mesmo, por mais que as crianças queiram”, diz a mãe.

Em junho deste ano, o Inmetro divulgou um alerta afirmando que o hand spinner é contraindicado para crianças menores de 6 anos e que há o risco de engasgamento com a ingestão de partes pequenas (em especial, dos rolamentos). O órgão ressaltou também que existem muito produtos sendo vendidos no mercado informal sem o selo de segurança, e que eles podem ser ainda mais perigosos.

Na análise de Gabriela Guida de Freitas, coordenadora nacional da ONG Criança Segura, o produto não é indicado para uso infantil. “Tem gente que considera isso um exagero”, explica. “Mas uma coisa é a criança correr um risco calculado, como subir em uma árvore ou andar de bicicleta, para fazer algo que vai contribuir muito para seu desenvolvimento. Outra é utilizar esse brinquedo, que pode ser perigoso e não traz nenhum benefício comprovado cientificamente, sendo inclusive desencorajado por diversos pedagogos”, completa.

Da Redação 
Com Polêmica Paraíba

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