João Pessoa comemora 432 anos com sol, e conheça a história da terceira cidade mais antiga do Brasil


Ponto oriental das Américas, e Terceira cidade mais antiga do Brasil, João Pessoa completa completa 432 anos neste sábado, dia 05 de Agosto com muito sol segundo a meteorologia.

Com 24 quilômetros de praias, de águas mornas e tranquilas, ligadas por um calçadão, a orla de João Pessoa encanta os turistas. Banhada pelo Atlântico, a histórica e ensolarada João Pessoa, fundada no dia 5 de agosto de 1585, nasceu nas margens do rio Sanhauá, afluente do rio Paraíba, que deu nome ao estado. O centro histórico preserva o casario colonial e muitos dos atrativos mais visitados da capital de 432 anos de história. O Centro Cultural São Francisco, de 1589, é considerado um dos maiores complexos barrocos do Brasil.

Já a Catedral de Nossa Senhora das Neves, além de atrativo turístico, reúne, em seu entorno, os principais eventos e festejos em homenagem à padroeira de João Pessoa e ao aniversário da cidade. Ainda na região central, no Parque da Lagoa Sólon de Lucena, cartão postal da cidade, é possível contemplar, além da beleza natural, monumentos como “A Pedra do Reino”, erguido em homenagem ao escritor paraibano Ariano Suassuna. O turista também pode apreciar o espetáculo de luzes e cortes da fonte luminosa.

João Pessoa tem em suas ruas a história contada em prédios tombados pelo Patrimônio Histórico e que datam os primeiros anos de existência da cidade. A capital paraibana nasceu com o nome de Nossa Senhora das Neves, em homenagem à padroeira comemorada no dia 05 de agosto. A cidade de João Pessoa teve vários nomes antes da atual denominação. Primeiro foi chamada de Nossa Senhora das Neves, em 05 de agosto de 1585, em homenagem ao Santo do dia em que foi fundada. Depois foi chamada de Filipéia de Nossa Senhora das Neves, em 29 de outubro de 1585, em atenção ao rei da Espanha D. Felipe II, quando Portugal passou ao domínio Espanhol.

Em seguida recebeu o nome de Frederikstadt (Frederica), em 26 de dezembro de 1634, por ocasião da sua conquista pelos holandeses, em homenagem a Sua Alteza, o Príncipe Orange, Frederico Henrique. Novamente mudou de nome, desta vez passando a chamar-se Parahyba, a 01 de fevereiro de 1654, com o retorno ao domínio português, recebendo a mesma denominação que teve a capitania, depois a província e por último o Estado.

Em 04 de setembro de 1930, finalmente recebeu o nome de João Pessoa, homenagem prestada ao Presidente do Estado assassinado em Recife por ter negado apoio ao Dr. Júlio Prestes, candidato oficial à Presidência da República, nas eleições de 1930 (Rodriguez, 1991).

A primeira capela da cidade foi erguida onde hoje se situa a catedral metropolitana. Datando do início da colonização, a mesma foi construída para o culto a Nossa Senhora das Neves, padroeira da cidade.

Os holandeses, atraídos pela riqueza do açúcar, invadiram a cidade em 1634, passando ela a chamar-se Frederistadt. Assim permaneceu durante 20 anos. Registros históricos afirmam que a cidade abrigava aproximadamente 1.500 habitantes e 18 engenhos de açúcar na época desta invasão. Orgulho de estar no Ponto mais oriental do Brasil e da América continental e de ter o título de uma das cidades mais verdes do país, João Pessoa, se destaca por suas belezas naturais.

O Parque Solon de Lucena, foi eleito pela população há alguns como o principal Cartão Postal da Capital paraibana. Com uma lagoa cercada de palmeiras imperiais e ipês amarelos que colorem a paisagem no inicio da primavera, o Parque é o maior centro comercial da cidade que mantém as principais lojas e bancos ao seu redor.

O litoral é um dos mais desejados do país, por suas águas mornas e pela balneabilidade em praticamente todas as praias. Na orla, a legislação local proíbe a construção dos paredões, uma medida polêmica que divida opiniões, mas garante ventilação da praia ao centro.

A Basílica de Nossa Senhora das Neves foi construída em 1585, mas perdeu o valor histórico ao ser completamente reformada em 1997. É a terceira mais antiga do Brasil e foi inaugurada junto com a emancipação da cidade. Três anos depois começou a ser construída a Igreja de São Francisco, que só terminou após 200 anos, devido às guerras da época. São, ao todo, 23 bens tombados, localizados principalmente no Centro Histórico, na chamada cidade baixa. João Pessoa, capital do estado da Paraíba, é uma das mais antigas cidades do Brasil. Em 6 de Dezembro de 2007, o Centro Histórico de João Pessoa foi reconhecido como Patrimônio Nacional e se encontra inscrito nos Livros do Tombo Histórico e Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

O tombamento abrange mais de 500 edificações em um área de mais de 370 mil m², e seu conjunto completo abarca prédios representativos de vários períodos arquitetônicos presentes na cidade, como o barroco da igreja da Ordem Terceira de São Francisco; o rococó da igreja de Nossa Senhora do Carmo; o estilo maneirista da igreja da Misericórdia, todas do século XVII; a arquitetura colonial e eclética do Casario civil; e o Art-nouveau e o Art-déco das décadas de 20 e 30, predominante na praça Anthenor Navarro e no Hotel Globo. Fonte: José Chrispiniano – História Viva

Quando se pensa em visitar João Pessoa, a Capital da Paraíba, sempre se pensa em suas praias de águas mornas e convidativas, uma vez que o litoral exuberante está entre os mais belos do Nordeste. Também vem à mente do viajante o fato de João Pessoa ser conhecida como a 2ª cidade com mais árvores do mundo, fato que ainda gera acaloradas discussões, ou ainda a espetacular praia de Tambaba, um dos mais importantes paraísos naturistas do Brasil e talvez do mundo, refúgio escondido entre altíssimas falésias que atrai turistas e visitantes de todas as partes, ou ainda o lindíssimo pôr do Sol na Praia do Jacaré, que emociona até mesmo os que já estão acostumados.

PB Agora

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