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Hollywood do Sertão: Cidade do interior da PB promove sua primeira mostra de cinema



Publicado em sábado, abril 29, 2017 · Comentar 

A cidade de Manaíra, localizada no Alto Sertão do Estado realiza a sua primeira mostra ‘BoLANDEIRA de cinema. O evento, que está sendo realizado pelo Grupo “Manaíra Produções’ ´e Uhoo! Filmes e conta com apoio da Taquary filme e da Prefeitura Municipal, acontece desde ontem e vai até este domingo (30) no Colégio Municipal professor Cícero Rabelo Nogueira.

A mostra vai contar com a participação dos cineastas de João Pessoa, Marcelo Quixaba , Carini Fiúza, Felipe Rodrigues e Inácio Garapa que é um ator global. Na oportunidade acontecerá o lançamento do novo filme, o longa metragem “O Caloteiro ” que será exibido no dia 30 em Praça pública. A mostra conta ainda com Workshop – Interpretação e técnicas para TV, cinema e palco que terá como ministrante Felipe Rodrigues com a Sessão de cineclube no Quilombo Fonseca tendo como mediadora Carine Fiúza.

O Grupo Manaíra Produções começou a ser formado há cerca de dez anos quando um dos integrantes, Saturnino Pereira, começou a fazer um filme por pura brincadeira juntamente com amigos intitulado “A vingança”. Outro integrante do grupo, Luis Alberto Alves Cosme saiu vendendo o filme de porta em porta o que chamou a atenção dos manairenses. Durante toda essa trajetória, o Grupo já produziu 15 filmes entre curtas, longas e nanometragens além de três documentários.

Os filmes produzidos pela equipe ganharam o cenário local, nacional e até a internacional e eles já participaram de vários festivais de cinema e nacionais e internacionais. Em junho do ano passado um dos membros, Damião Pereira foi representar o grupo no Festival Internacional de Cinema de Contis na França por meio do projeto Cinema no Interior com o apoio do Diretor Marcos Carvalho do Pernambuco.

O grupo recebeu vários troféus no Festival em Sousa e em outras cidades e entregou o troféu Cinema no Inferior da Etapa Paraíba em Taperoá na mostra Artes do Cariri ao ator Matheus Nasthergalli.

Coordenada – Sem apoio do poder publico, grupo encontra dificuldades para produzir os filmes

Para suprir as necessidades financeiras e comprar equipamentos e insumos necessários para as produções, o Grupo realiza bingos e outras atividades para arrecadar fundos.

“A medida em produzíamos os filmes aumentava ainda mais a nossa paixão por o cinema era muito bom criar histórias e transformar em filme e chegamos a ser chamados de loucos por algumas pessoas e além do mais era difícil conseguir apoio porque as pessoas não acreditavam que o nosso trabalho iria dar certo”, comentou Saturnino Pereira.

Ele conta que a cada filme gravado representava um aprendizado a mais para a próxima produção “ e decidimos criar um roteiro com histórias contadas por os mais velhos, como o caso do nosso terceiro Filme ‘A Botija” que teve uma aceitação bem maior que os outros. O filme foi um grande sucesso e o aprendizado da equipe foi melhorando e gente já estava sendo visto com outros olhos pela população de nossa cidade e mesmo assim não tinha apoio de poder publico”, relembra Luis Alberto.

Já contando com uma aceitação maior do povo e mesmo sem apoio dos que poderiam ajudar o grupo correu atrás de ajuda dos comerciantes. “Conseguimos uma ajuda e gravamos o filme “Almas Perdidas” e do mesmo jeito gravamos “Vida Sofrida” a “Botija 2” e o Homem Que Enganou a Morte”, contou Damião Pereira.

Depois dessas produções, o Grupo foi surpreendido com um convite da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) para participar do festival de cinema “ É Tudo Improviso” que teve a participação de seis cidades.

O Grupo também realizou a 1ª Oficina de Cinema” com a participação dos cineastas Marcelo quixaba e Carine fiúza “ e “ como resultados das oficinas gravamos três micro curtas e exibimos em praça pública para umas 800 pessoas. Enviamos Damião Pereira e Luís Alberto para participar do Projeto Cinema no Interior do diretor Marcos Carvalho na cidade de Trinfo, no Pernambuco, e eles participaram dos filmes Verde Vento e Saco do Velho” sendo que o primeiro foi o vencedor no Festival de Cinema de Triunfo”, contou Saturnino Pereira.

Paulo Cosme

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