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Como os alimentos podem auxiliar ou interferir na retenção de líquido


A retenção de líquido reflete um acúmulo excessivo de água em nosso organismo caracterizando assim um edema, podendo ocorrer principalmente nas cavidades corporais gerando incômodos e desconfortos principalmente em dias e épocas de muito calor.

Esse acúmulo exacerbado de água pode elevar o peso corporal em até 2 kg/dia dependendo do grau e da situação em que o indivíduo se encontra, podendo até modificar a aparência.

Vários são os fatores que podem estimular o acúmulo indesejado de líquido no corpo. São alguns:

  • Baixa ingestão de líquidos;
  • Sedentarismo;
  • Excesso de peso e obesidade;
  • Alterações hormonais (pré-menstruais);
  • Tabagismo;
  • Consumo excessivo de álcool;
  • Aumento na ingestão de sal;
  • Uso de medicamentos diversos;
  • Exposição a locais quentes;
  • Mau funcionamento do intestino (prisão de ventre);
  • Maus hábitos alimentares;
  • Algumas doenças que possam comprometer o estado de equilíbrio hidroeletrolítico (água e sais minerais) do corpo ou que possa vir a comprometer a mobilidade do indivíduo (deficiências físicas e indivíduos acamados).

Como a alimentação pode interferir?

A alimentação inadequada ou o consumo em excesso de alguns alimentos pode induzir ao inchaço indesejado. Um grande exemplo é o consumo exagerado de sal, seja no preparo dos alimentos ou através do consumo de produtos industrializados, muitas vezes ricos em gordura, açúcares, aditivos químicos utilizados como conservantes, entre outros.

Evitar o consumo elevado de sal, temperos prontos, caldos de carne, molhos prontos, bebidas alcoólicas e alguns tipos de adoçantes (sacarina sódica e ciclamato de sódio) pode ajudar no combate a retenção de líquidos.

Quais alimentos que podem melhorar?

Para melhorar os efeitos e incômodos do inchaço, deve-se ingerir alimentos com propriedades diuréticas, principalmente frutas, vegetais e hortaliças (melão, melancia, maracujá, abacaxi, laranja, tomate, alface, pepino, repolho, agrião, salsinha, berinjela entre outros). Por serem alimentos ricos em água, também são fontes de fibras que estimulam o bom funcionamento intestinal, e consequentemente, a excreção de toxinas pelo organismo. Mas atenção, tudo em excesso também pode prejudicar a sua saúde. O consumo elevado de fibras pode causar um efeito laxativo, portanto tenha moderação.

Hidratar-se é fundamental! Para manter a hidratação do corpo beba muita água durante o dia. Inclua chás e sucos também. Abuse da sua ingestão! Chás como o chá verde, chá de ervas conhecidas (hortelã, camomila, erva-doce, cidreira, poejo, dente de leão, etc.) e sucos de frutas, pois possuem um efeito diurético e aumentam a produção de urina pelos rins.

Apesar de parecer controverso, a ingestão de líquidos estimula o funcionamento dos rins, a filtração de substâncias por eles, a formação da urina e a eliminação de toxinas e outras substâncias por ela.

Substituir o sal comum por temperos e ervas naturais como orégano, manjericão, alho, cebola, alecrim, noz moscada, pimenta e gengibre. Além de diminuir o excesso de sal das suas preparações, darão um toque saboroso ao final das receitas e não estimularão o acúmulo de líquido no organismo.

Manter o peso estável também é uma mudança a ser tomada. O excesso de peso pode agravar o quadro de retenção devido à dificuldade – em alguns casos – de locomoção e pratica de atividade física.

Praticar exercícios físicos regularmente estimula uma boa circulação do sangue, e consequentemente, combate o inchaço. Evitar o uso de roupas e sapatos muito apertados que podem comprometer a circulação também ajuda.

Ainda existem as massagens que podem ser feitas como complemento na redução do volume dado pelo inchaço, por exemplo, a drenagem linfática. Nesse caso, feita por fisioterapeutas.

Caso nenhuma das dicas ajude, procure um profissional médico ou nutricionista para uma melhor avaliação e um tratamento adequado para melhor sua saúde e qualidade de vida.

Abraços e beijos da nutri! Até o próximo post!

Fernanda Marinho
Bacharel em Nutrição pela
Faculdade de Ciências Médicas da Paraíba

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