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Em Mari: Mais de 1.200 consultas acumuladas e desorganização estrutural da saúde, revela secretária


Dra. Emanuelle-ChavesA Secretária de Saúde do município de Mari, Zona da Mata da PB, Emanuelle Chaves, concedeu entrevista ao programa Liberdade de Expressão da Rádio Araçá FM, oportunidade em que fez um balanço de seu trabalho a frente da pasta nesses 30 dias, bem como uma análise do panorama de como encontrou os serviços de saúde.

Emanuelle revelou que existe uma demanda acumulada de cerca de 1.200 consultas a serem marcadas que vem desde de agosto do ano passado e até de meses anteriores e que precisam ser agendadas com a maior brevidade possível, dentro de um cronograma que leve em conta a gravidade de cada paciente.

Sobre a policlínica, a secretária disse que ficou triste quando adentrou o local porque a estrutura física estava em estado lamentável e a estrutura operacional necessitava de ajustes, já que a policlínica foi pensada para ser um serviço de pronto atendimento e não de consultas clínicas regulares.

“É inadmissível que um médico plantonista faça 150 consultas em 24 horas, pois cansa o profissional e corre risco de acontecer um erro médico e isso estava acontecendo na política”, disse Emanuelle para em seguida orientar como será oferecido o serviço naquele setor.

Segundo ela, todos os equipamentos de pronto socorro, a exemplo de um desfibrilador, estavam quebrados e foram encaminhados para o conserto.

Farmácia Básica – A Dra. Emanuelle Chaves afirmou que é impossível atender a demanda antes da licitação para a compra dos medicamentos, mas orientou que enquanto não se regulariza, os medicamentos devem ser entregues em forma de doação pela Secretaria de Desenvolvimento Humano.

PSF’s  – Os Programas Saúde da Família, na sua totalidade – 9 unidades – voltaram a exercer a função de base da saúde pública municipal, absorvendo os atendimentos que antes iam para a policlínica.

A secretária ainda se comprometeu com a população em encontrar uma saída para a questão da distribuição das fichas para os pacientes que muitas vezes chegam de madrugada ao posto mas não conseguem a vaga do atendimento.

Transportes e ambulâncias – A secretária informou que as ambulâncias que ficam na policlínica não tem a finalidade de fazer transporte de pessoas com alta médica em outros municípios e/ou atender viagens de consultas marcadas, as ambulâncias são de uso exclusivo para socorro emergencial e/ou atendimento a pessoas acamadas. Outros serviços de transporte devem ser feitos através do Departamento de Transporte do município.

Obras inacabadas  e PSF’s âncoras – A Dra. Emanuelle falou das obras de alguns PSF’s que estão sem serem concluídas e que deve receber, após a normalidade dos serviços, uma atenção da secretaria. Além disso ela prometeu que os postos âncoras na zona rural (Alfavaca, Pirpiri, Taumatá e Assentamentos) terão atendimentos a partir de um cronograma  ainda a ser construído.

Ponto eletrônico – A instalação do ponto eletrônico nas unidades de saúde é uma exigência do  MPF  (Ministério Público Federal) e já deveria ter sido implantado, portanto, a secretária confirmou que o trabalho de implantação já começou, inicialmente pela sede da secretaria e deve se expandir por todas as repartições de saúde do município.

Atendimento humanizado – É uma questão essencial, nas palavras da secretária, o atendimento cordial dos servidores para com a população que procura o serviço de saúde do município. “O servidor que não prestar um atendimento cordial será chamado a atenção, basta a população nos comunicar e identificá-lo”, garantiu.

A Dra. Emanuelle se colocou a disposição da população para esclarecimentos e encaminhamentos de soluções dos problemas que venham a ocorre no atendimento de saúde do município.

Da Redação 
Do ExpressoPB

 

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