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Presos voltam a se rebelar e se enfrentam em penitenciária do RN


images-cms-image-000530489A rebelião na Penitenciária de Alcaçuz, a maior do Rio Grande do Norte, recomeçou na manhã desta terça-feira. As informações aponta que presos ligados a facção criminosa Sindicato do RN invadiram o pavilhão 3, onde ficam os detentos que não estão ligados a nenhuma facção. Já os membros do Primeiro Comando da Capital (PCC) teriam invadido o pavilhão 4, onde ficam os presos ligados ao Sindicato do RN. Neste final de semana, 26 detentos foram massacrados durante uma rebelião causada por brigas entre os grupos rivais.

“A situação é muito tensa – disse o responsável pelo Comando da Guarda Penitenciária, major Wellington Camilo. Secretaria Estadual de Justiça e Cidadania (Sejuc) disse que a situação no local é tensa, mas não confirmou a ocorrência de uma nova rebelião.) também informou que a situação é tensa, mas que não pode confirmar uma nova rebelião.

Em viagem à Brasília nesta terça-feira, 17, para participar de uma reunião com o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, o governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria (PSD), disse que o massacre registrado no final de semana teria sido uma “retaliação” à rebelião em Manaus, que ocorreu no começo do mês e deixou 56 detentos mortos.

“Se a polícia entrar dentro do presídio, pode haver novas mortes, confrontos policiais, aí vai ser um novo Carandiru. Temos que evitar isso. Vamos entrar em casos de extrema necessidade” justificou o governador pelo fato das forças de segurança não invadirem a penitenciária para por fim a rebelião.

Faria declarou ainda que o PCC mandou um recado para o governo, de que iria “tocar fogo em Natal”, caso os líderes da facção fossem transferidos para prisões de outros Estados. “Fazer fogueira de cabeças… Até para ver você fica chocado. É querer intimidar o Estado. O Estado não pode ser intimidado”, disse Faria.

Da Redação 
Com Brasil 247

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