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Vice-Prefeito de Bananeiras e vereadores anunciam que devem entrar na justiça contra aprovação de projeto de venda de terreno público


camara-bananeiras1O vice-prefeito de Bananeiras e pré-candidato a prefeito em 2016, Matheus Bezerra (PMDB) se uniu ao sentimento de revolta dos vereadores oposicionistas da cidade que revelaram a ilegalidade proposta pela base governista, que atendendo pedido do prefeito colocaram em votação um projeto Poder Executivo que autoriza a venda de um terreno público, um antigo balneário conhecido como piscina do túnel. Para Matheus Bezerra, os vereadores oposicionistas Gilson Rosário e Eraldo estão corretos em cobrar dos aliados do prefeito o que determina o regimento interno da Casa no tocante a um projeto de alienação de um bem público.

 Matheus lembra que o regimento interno da Câmara no seu artigo 169 dispõe no seu primeiro parágrafo que para a aprovação de um projeto de alienação de um bem público o projeto precisa de seis votos e o PL foi aprovado com maioria simples de cinco votos e que precisaria ser por maioria absoluta, por isso na visão dos oposicionistas e do vice-prefeito não foi aprovado. “Não compreendi a venda de um terreno valioso para o município há cerca de 6 meses para a eleição”, disse.

 Na hora da votação tinham no Plenário da Câmara oito vereadores, destes os vereadores de oposição Gilson e Eraldo se retiraram na hora da votação e o presidente não votou, formando assim apenas cinco votos favoráveis à matéria dos parlamentares (Ramom, Kilson, Biu, Aline e Marcelo). O presidente da seção Ver. Antônio Marques não votou.

Para Gilson como os demais oposicionistas que se retiraram no início da discussão, por discordar da manobra do prefeito que autorizou entrega a iniciativa privada de um bem que era do povo de Bananeiras. “Querem entregar um bem do povo de Bananeiras de graça, nem a preço de banana foi”, afirmou o vereador que considera que o projeto não foi aprovado devido a não ter conseguido a maioria absoluta dos votos necessários. Matheus Bezerra e os demais vereadores oposicionistas revelam que podem entrar na justiça caso o poder legislativo não reveja esse equívoco de atender tão somente os interesses do prefeito.

Da Redação
Com Assessoria

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