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Dilma declara guerra ao Aedes aegypti


DilmaA presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quarta-feira (3) em pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão que a “guerra” contra o mosquito Aedes aegypti é complexa e exige o engajamento de todos. O mosquito transmite o zika vírus, apontado como responsável pelos casos de microcefalia registrados no país desde o ano passado.

A exemplo de falas anteriores da presidente na TV, houve panelaço, mas em menor número de cidades – foram registradas manifestações do gênero em pelo menos seis capitais: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Recife, Goiânia, Curitiba e Porto Alegre.

No pronunciamento, com dez minutos de duração, Dilma voltou a defender o combate ao mosquito, ao vírus e disse ainda que o principal instrumento de controle está nas mãos da população, que, segundo afirmou, deve eliminar os criadouros, locais que acumulam água. “A guerra contra o mosquito transmissor do zika é complexa porque deve ser travada em todos os lugares e por isso exige engajamento de todos. Se nos unirmos, a maneira de lutar se torna simples. Não podemos admitir a derrota porque a vitória depende da nossa determinação em eliminar os criadouros”, disse a presidente em seu pronunciamento.

Recentemente, o ministro da Saúde, Marcelo Castro, disse que o país estava “perdendo a guerra” contra o zika vírus. Três dias depois, ao ser questionada sobre a declaração, Dilma afirmou que o auxiliar havia feito uma “constatação da realidade”. Assim como fez no Congresso Nacional nesta terça (2), ao ler sua mensagem em razão do início do ano legislativo, Dilma voltou a dizer que o governo tem colocado todos os recursos financeiros, humanos e tecnológicos necessários “nesta luta em defesa da vida”.

Dilma afirmou que o governo federal busca parcerias com laboratórios internacionais para que seja desenvolvida o mais rápido possível a vacina contra o vírus e lembrou que falou sobre o assunto nesta semana com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

Dilma iniciou a fala na TV pedindo licença para “entrar na casa” dos brasileiros porque passaria a falar de um assunto “muitíssimo importante”, Ressaltou que não falaria de política ou economia.

Ela afirmou que o zika vírus deixou de ser um “pesadelo distante” para se transformar em uma “ameaça real” aos brasileiros e lembrou que, ao afetar mulheres grávidas, o vírus pode comprometer o desenvolvimento do cérebro do feto, causando a microcefalia.

Segundo a presidente, o zika vírus não tem nacionalidade, porque “começou na África, se espalhou pelo Sudeste da Ásia, pela Oceania e agora está na América Latina. E este foi um processo excepcionalmente rápido, a partir do ano passado”.

Desde que o surto de microcefalia começou no país, ministros do governo têm dito que dois dias após a Secretaria de Saúde de Pernambuco ter comunicado o Ministério da Saúde sobre os casos, técnicos da pasta foram ao estado e menos de 20 dias depois foi decretado estado de emergência em saúde no país. Nesta semana, a Organização Mundial de Saúde (OMS), ligada à ONU, decretou situação de emergência em saúde pública internacional em razão do zika vírus.

Como tem feito em discursos em eventos dos quais participa, Dilma voltou a dizer que a maneira mais eficaz de combate ao mosquito é deixar que ele não nasça. Ela também pediu que união da população.

“Formemos um grande exército de paz e de saúde, com a participação dos 204 milhões de brasileiros e brasileiras. Vamos provar, mais uma vez, que o Brasil é forte, tem um povo consciente, e não será derrotado por um mosquito e pelo vírus que ele carrega. Mais que nunca, o Brasil precisa da nossa união”, encerrou.

Da Redação
Com G1

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