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Sírios se alimentam de cães e gatos em cidade destruída pela guerra

Publicado em quarta-feira, Janeiro 13, 2016 · Comentar 

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Cidadãos sírios estão morrendo de fome em Madaya, cidade próxima à capital Damasco e sitiada pelo governo em meio à guerra civil no país.

Relatos também dão conta de situação semelhante em dois vilarejos xiitas no norte do país, que são alvo de um longo cerco por parte dos rebeldes, onde moradores têm se alimentado de grama para sobreviver.

A ONU afirma que todos os lados envolvidos no conflito no país vêm lançando mão de táticas de guerra e isolando cidades, o que viola leis internacionais de direitos humanos.

O Programa Alimentar Mundial, agência da ONU para o combate à fome, e a Cruz Vermelha descreveram a situação em que se encontram determinadas localidades como “extremamente alarmantes”.

A ONU acredita que, das 4,5 milhões de pessoas vivendo em áreas “de difícil acesso” na Síria, cerca de 400 mil estão sitiadas.

Ajuda humanitária

Depoimentos de mortes por fome e de pessoas comendo capim, terra e animais até então domésticos, fez com que o governo sírio levantasse o cerco e permitisse o envio de ajuda para Madaya.

Nesta segunda-feira (11/01), a cidade recebeu um comboio de ajuda humanitária carregando comida suficiente para alimentar os mais de 40.000 residentes durante um mês.

Cerca de 60 caminhões da ONU, Comitê Internacional da Cruz Vermelha, Crescente Vermelho sírio e do Programa Alimentar Mundial deixaram Damasco em direção a Madaya, Fua e Kefraya.

O comboio carregava comida e outros itens básicos, como água potável, cobertores, medicamentos e equipamentos cirúrgicos.

Imagens falsas

Desde que foi divulgado que a população de Madaya estava passando fome devido ao cerco, uma série de imagens passaram a circular dos supostos residentes desnutridos da cidade.

O canal de televisão russo RT investigou várias destas fotos, divulgadas, inclusive, por grandes veículos da mídia, como Al Jazeera e Telegraph, e concluiu que eram falsas.

A foto do jovem acima foi compartilhada tanto pela Al Jazeera quanto pelo Telegraph, que diziam ser de Madaya. No entanto, segundo a apuração do RT, não é possível concluir que este menino é de Madaya. Além disso, sua imagem foi retirada de um vídeo no YouTube de março de 2015, antes da crise na cidade começar.

Outra imagem, divulgada pelo Al Jazeera, mostrava um homem desnutrido que dizia-se ser de Madaya. Maiores investigações, contudo, indicaram que a foto, de 2009, foi tirada na Europa.

Da Redação
Com Opera Mundi, BBC e Daily Mail via Pragmatismo Político

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